A solução para casos de violência contra a mulher passa pela criação dos juizados especiais de violência doméstica e familiar, previstos pela Lei Maria da Penha mas inexistentes em Minas. É o que pensa a coordenadora dos direitos da mulher de Belo Horizonte, Márcia de Cássia Gomes.

 

 

Ela participou de reunião extraordinária ontem da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher em Minas Gerais com representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Justiça, Polícia Civil e órgãos de defesa dos direitos da mulher, em Belo Horizonte. O objetivo era discutir os motivos da ineficácia da aplicação da Lei Maria da Penha.

 

 

De acordo com Márcia, o objetivo era fortalecer o diálogo entre as instituições responsáveis pelo enfrentamento à violância contra a mulher e tentar entender porque a cabeleireira Maria Islaine de Morais, mesmo depois de procurar ajuda policial e judicial, terminou assassinada pelo ex-companheiro. Para Márcia, a compreensão sobre a Lei Maria da Penha deve melhorar, para que cada instituição pública cumpra sua parte na proteção de mulheres em risco.

 

Dados 2009

 

– 401.729 pedidos foram feitos ao Ligue 180 no ano passado.

– 40.857 registros feitos ao Ligue 180 são relatos de violência.

– 49% é o aumento de atendimentos no Ligue 180, em relação a 2008.

 

 

Fonte: Jornal O Tempo/ Caderno Cidades (27/01)

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