No primeiro dia de paralisação da Defensoria Pública de Minas Gerais, integrantes da Comissão de Mobilização se reuniram nesta segunda-feira (14/12) com o Corregedor-Geral da Defensoria Pública, Marcelo Tadeu de Oliveira. Na conversa com a Comissão, Marcelo Tadeu disse apoiar o movimento. Mas salientou que cada defensor deve agir com responsabilidade observando a urgência do caso de cada assistido, afim de não causar prejuízo irreparável à população.

 

Conforme a Defensora Roberta Mesquita, na reunião com o Corregedor-Geral, foi decidido que, dentro do relatório entregue mensalmente na Corregedoria, cada defensor deverá entregar um segundo documento constando todas as atividades exercidas na semana da paralisação.

 

A Comissão também percorreu os corredores da sede Defensoria na capital e bateu na porta de cada sala, informando os defensores sobre as próximas ações, que acontecerão no decorrer da semana.

 

Assistida

 

Ciente das condições em se encontra a Defensoria do estado, a assistida e estudante de direito, Patrícia Paiva, 32, disse concordar com a paralisação, pois é para o bem dos hipossuficientes. “Vejo a necessidade de se interromper as atividades, e sei o quanto é necessário esse atendimento, afinal, a sociedade não pára. O atendimento faz falta”, comenta e reconhece a importância dos profissionais: “Tem defensor que é muito comprometido com a população, merecem meu respeito”, finaliza.

 

Balanço

 

Para o vice-presidente da ADEP/MG, Flávio Rodrigues Lelles, o balanço deste primeiro dia foi positivo. “No interior do estado a adesão ficou próxima dos 90%. A ideia é que o movimento cresça e até na quarta-feira, dia da audiência pública na Assembleia Legislativa, onde será discutido o III Diagnostico da Defensoria Pública no Brasil, com análise da situação de Minas Gerais, a adesão chegue aos 100%”, destacou Flavio Lelles.

Integrantes da Comissão nos corredores da Defensoria

Assistida da Defensoria concorda com a paralisação

 

Ascom / ADEP-MG

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